Recuerdos. Bateu uma saudade do Nick e da Andy, or simply, the Staib's family!


Encontrei estas fotos e como os brasileiros dizem:

"bateu uma saudade, gente!".

Estas fotos foram tiradas na casa do Nick e da Andy, o casal mais espectacular do mundo, um daqueles casais que salva a minha fé nas relações e nos casamentos, sobretudo pela sintonia, pela calma, comunicação e diálogo, pela paz, pela forma como educam os dois filhos e pela saúde familiar que se respira naquela casa no geral.

 Lá terão as suas desavenças como qualquer outro casal, mas são sobretudo duas pessoas que se amam e se entendem no meio das suas diferenças. Lembro-me de ver a Andy sempre rodeada de muitos livros e lembro-me do Nick adorar motas, aviões e astronomia. Lembro dele ter sempre uma resposta muito lógica - fundamentada cientificamente - pronta para todas as nossas divagações existenciais. Ambos não perdiam uma boa história, uma boa série de horror, de crime e de investigação e um bom jogo de ténis, faziam também longas caminhas ao longo de Wimbledon Common e andavam muito de bicicleta. Enquanto que o Nick não perdia uma oportunidade para viajar sozinho de mota pela Europa, sendo Las Palmas o seu destino de preferência, a Andy vivia Londres mais intensamente e dedicava-se a coleccionar bilhetes de peças de teatro e de cinema e... muitos livros. 

O Nick e a Andy eram um pedaço de família que facilitou a adaptação a Londres e tornou a cidade mesmo impessoal. A Andy tirou um curso de culinária há uma data de anos. No momento que eu recebia um convite para jantar começava imediatamente a salivar e a antecipar o dia, a combinação de cheiros e de sabores que saía daquela cozinha.

 Lembro-me de me sentir quentinha naquela casa de família com divisões não arrendadas e não partilhadas. Lembro-me de admirar os retratos nas paredes, a lareira e os gatos mais originais de sempre: a Mini Boo - que preferia esperar por um vizinho para apanhar o elevador do que subir as escadas até ao último andar - pertencia à raça de gatos mais pequena do mundo, e a Buska, que pertencia à raça oposta e que falhava sempre naquela missão que os gatos adoram - esconder-se

Enquanto que a Andy me ensinava truques de culinária e conversávamos sobre teatro, o Nick ajudou-me a enfrentar o meu maior medo: conduzir. Sobretudo, conduzir à direita. A calma e a paciência do Nick foram desafiadas algumas vezes, sobretudo  quando tive uma ataque de pânico à entrada de uma via rápida.

- Lili, you can't stop the car in here! It's dangerous!
- I can't do this anymore!
- Yes, you can!
- I am leaving the car!
-You gonna calm down, start the car and you are going to take us out of here! Listen.... You are a lucky girl! You have a bus behind you, kindly stopping the traffic for you, so move on, Lilly! 

O Nick tem certamente uma colecção de histórias minhas ao volante. Não só ao volante! Lembro-me de ter de preparar um monólogo de Shakespeare para uma audição e o Nick, com a sua graça, me ter ajudado seguindo um método que baptizámos como "The Nick Technique"!  O Nick não costumava acompanhar a Andy nas suas idas ao teatro e apenas terá aceite um convite para ver uma peça de Shakespeare à hora do almoço enquanto comia uma sandes, uma iniciativa à qual eu assisti e que se chamava: Shakespeare under 45 minutes, precisamente para que as pessoas pudessem sair do escritório e aproveitar a hora de almoço para assistir a uma peça de teatro. Mesmo assim, aqueles 45 minutos de Shakespeare foram suficientes para inspirar uma técnica, The Nick Technique, que funcionou e me ajudou a passar na audição.

Espero que o Nick e a Andy, pela sua fluência em Espanhol, possam entender un poquito deste texto e sentir as saudades que tenho deles!

Um abraço!






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© Chez Lili

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